segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Glória''

Tarde tediosa
Noite duvidosa
Noite gloriosa
E Glória!?

E lá está ela
Sorrindo assim
Pele de cetim 
E o gato na janela

Ô Glória
Que glória
Que lindo é sentir teu hálito em minha vergonha
Que gostoso é comer-te os dedos dos pés
Que lindo, que glória, é ela...
É Glória!
                                                   
Esquece o gato e deixa a janela
Vem cá, Glorinha, vem cá 
Tem um tição pegando fogo e esquentando tua panela
Apaga menina, não deixa pegar

Me pega Glória
Eu pego Glória 
Se deixa...
Glória!

domingo, 20 de novembro de 2011

Alameda 225

Um gato na esquina
Uma alameda, uma placa e uma menina
Uma lua no céu ilumina
O poste quem ilumina.


O frio, o vazio e a menina
Almas gêmeas não gêmeas
E ele esperando-a na outra rua.


O sussurro, calafrio e gemido
Vazio preenchido com um rio
Mais sussurros, calafrios gemidos e agora tapas.
Sintomas extasiados de dor e prazer.


Palavras, mais sussurros...
Somem gemidos, 
SILÊNCIO
CANSAÇO 




Boa noite e volte sempre!

domingo, 6 de novembro de 2011

No metrô.


Ele gostava dela
Ela gostava de poesia
A música do metrô pairava no ar
O metrô seguia!

Hoje não, meu bem
Amanhã também... Quem sabe um dia!
Um dia é hoje, hoje é um dia.
Aquela menina seguia e ele puxava: Não vá!

Ele grita e aperta
- Menina me beija!
Menina, não beija, não sente não ama
Menina se vira e tenta ir.

Um puxão na mochila
Um aperto
Um grito...Tchau!
Mais um grito: SAI DAQUI!

Ela vai embora, ele fica.
Ele corre atrás, mas não dá!
Ela já está longe, e não ama.