sábado, 1 de dezembro de 2012

Querido diário:




Talvez eu sempre soubesse que estava meio sozinha, que a falta dos amigos realmente não fazia falta, e que a presença de alguns supostos me incomodassem.
Hoje, mais do que nunca, sei que devo estudar muito, descobri que de fato tenho um sonho e quero correr atrás dele. Derramar cada gota de suor, perder saídas, noites na internet com meu mundo virtual, esquecer todos os amores que nunca tive, os amigos que imaginei e as festas que sempre quis. Hoje mais do sempre decido meus rumos, tiro minhas conclusões das coisas, ilumino minha mente e me aceito como sou.
Sem essas de ficar guardando mágoa, rancor... Dormir preocupada se ele vai ou não olhar pra mim amanhã. O que for pra acontecer, será e eu aceitarei.
Não se trata de narcisismo nem nada, mas eu sou bonita, tenho meu imenso valor. Tenho consciência de que sou uma pessoa inteligente e capaz de fazer o que quiser. Então por que ficar desse jeito?
Hoje mais do que toda a minha vida que passou, deitarei minha cabeça no travesseiro, e iluminada, terei a mais plena certeza do que quero e do que vou fazer.
Sem limitações, incertezas nem medos. Que nada me atrapalhe nem desvie meu foco.
Eu posso, eu consigo e serei!

Beijo!

domingo, 25 de novembro de 2012

Carta pra mim!





Linda!

Olha só esse rosto desenhado, pele de pêssego... Para que tanto sorriso distribuído e toda essa simpatia despejada?
Não creio que sejam intenções de falsos contatos, pois deles você não precisa.
Pra ser sincera, não te reconheço! Não reconheço, conheço e nem me reconheço aqui, nessa situação, desse modo, largada, triste...
Para um pouco... Tudo!
Abre essa janela, se vira, respira um pouco... para com todas essas coisas e chega de ser assim.
Chorar pra que?
Viva pra si!


00:00, Quinta feira, 22/11/12

domingo, 4 de novembro de 2012

Amargura

Ele falou que a queria tanto.
Que tanto falou, apaixonaram-se pelas palavras, apenas.
Velhas sábias enganadoras, acompanhadas pelo momento
Este, filho mais novo e travesso do tempo
Que por sinal também resolveu aparecer.

Nessa louca passagem de gestos,afagos e afeto...
Achou-se por acabar que sabia que sentia, então falou!
Não sabias que o momento, filho do tempo, mais uma peça acabara de lhe pregar.
Iludiu a coitada... Que antiga ferida e mágoa guardava, que sentia medo de amar.
Entregou-se sem pensar!

Que lindo que és... Maravilha voluptuosa!
Sonhavam que viviam nos campos floridos da Holanda
Sentiam cheiro de café com chocolate e pimenta
Perdiam-se em nuvens celestes feito pássaros virgens
Mas não sabiam... ou ele sabia e ela achava.

Uma bela manhã, após uma série de elogios carnais
O café queimou, o leite derramou, a flor ficou murcha...
Ainda não se sabe como aconteceu, mas ele a abandonou e ela chorou.
O momento já não se fez mais presente
As palavras já não eram apaixonantes.
E o tempo foi o único que permaneceu... e o único que dirá.

Que venha a sorte!


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Avulsa

Chegou depois da partida
Sem ser convidada nem nada, ela entra e fica.
Não é bem vinda nem vista.
Supostamente amada, se acha... pensa que toma lugares.

Aquele ódio misturado com a curiosidade
- Quero saber quem é, com quem está... O que pensa?
Ao mesmo tempo que aquela repulsa...
Grande parte de mim
Mais uma vez, toma conta do pequeno grande espaço cardíaco.

Eu não gosto, não quero, exijo que seja como quero.
Se não for, que não seja!
É meu, tudo meu, do jeito que quero, penso...
Não aceito!



sábado, 7 de julho de 2012

Dona






E nessa tarde de outono, de folhas secas
Em casa, a TV ligada, o vidro da sacada embaçado
Os olhos encharcados de tanta mágoa e tanto chorar,
Chorar por que e pra ele.
Na TV, passa uma imagem melancólica e meiga
E a mente, castigada dona de um coração maltrapilho, apenas sente inveja
Que lindo era o amor de Lennon por Yoko...
As crianças brincando lá fora, gritam, berram brincam,  crianças!
E dentro de casa, após a sacada, lá está!
O vapor, o amor, a dor, a TV, um pouco de inveja branca, Yoko , Lennon
E a dona de todos eles.

domingo, 24 de junho de 2012

Saudade.

Eram amigos, parentes, conhecidos
alguns momentos vagos, tantos bons e inúmeros inesquecíveis
De nada  guardo, só o que passou.
Recordo-me  de cada lágrima, ruído e sorriso. Sem carinho.
Dos últimos abraços e pedidos de desculpas no último momento. Para enganar a dor.
Acabou, tudo preto, nada mais. ALÍVIO!


A saudade... Vadia, puta maldita!
Chega sem avisar, se instala e fica. Acha que fica!
Com sua péssima mania de causar pensamentos chorosos
Uma agonia instantânea...
Que sorte que é prostituta... Porque saudade dá e passa!


Não existem máquinas, feitiços, pó de magia.
Pra que lembrar-se do amigo que teve, da data que passou?
As luzes de todos os bailes já se apagaram, alguns já se foram.
Os perdões em vão e todo aquele léxico vocal... e as juras.
Passou.


Ainda não criaram o museu de recordações.
E que não criem!
Seria muita nostalgia, mágoa, gotas grandes de falsidade...
Tamanha inutilidade absoluta.
Saudade é falsa, é puta... Dá e passa!









quinta-feira, 7 de junho de 2012


- Não há tempo para pensar demasiadamente!
Minha cabeça dói e tudo que eu quero é me livrar dessa culpa.
Maldita companheira inimiga... sem sentimentos nem sentença, apena sigo!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Olha que bonitinho... É pra você!




Não que eu não seja, ou seja!
Eu vivo e sinto as coisas como se fossem todas belas e últimas.
Me permito devaneios bobos e vontades tolas. Não vivo vontades.
Falo o que penso e faço o que falo... Sem culpa, nem mágoa me delicio.
Sou feliz, e é pecado... Não me importo.
Apenas vivo sorrindo e mais assim, as vezes sofrendo, não me importo!

O medo e o Ser


Eles falam que ela não presta
Olham feio, de lado, cochicham
Pelas costas ouve vozes, sussurros e até risadas

Talvez não sejam tão interessantes
Essas vidas medíocres e vazias vizinhas
Ou quem sabe a inveja, amiga armada
Não se contenta com o que olha e vive,
Daí fala.

Ela é louca, tem um caso, usa drogas
É puta incubada e santa na rua
Olha como se veste e fala, como age.
É burra... Coitada!
Eles dizem.

E o subconsciente de quem fala, clama:
Olhou tua vida? E o que vê?
Vejo vazio, vejo mentira, vejo o querer de ser também.
Mas só quero e não sou daí falo e tento.
Mas não incomoda.

E Ela que escuta, continua a ser quem é
Balança os cabelos e fala, e faz e VIVE.
QUE VIDA!
E anda, grita e dá risada, repete...
Não se importa. É feliz e é blindada!

domingo, 6 de maio de 2012





Um coração que de tanto amor e tanto amar exageradamente, foi tomado por um vazio.
Um ódio imenso e mortal corrói cada artéria cardíaca, invadindo pulmão, e tudo que há...
Chega na cabeça. O cérebro aceita e a mente abraça.

Já não se importa e apenas vive.
Era uma vez... e FIM!

Desejando

Era um domingo quase a noite
Era uma noite quase que completa
Pratos e garfos, vozes e almas
E logo ali do lado um par de olhos
Que olhos!

Ele guiava desde o início de tudo
Falava sem sequer fazer ruído algum
Causava uma agonia gostosa
Como era bom corresponder-te, olhar-te
Até que sorriu.

Uma boca de rizo corresponde um olhar vazio 
E aquele olhar nem tanto vazio que se levanta e vem até.
E olha, fala e afaga...
Tudo muito rápido, o tempo contra o tempo.

Uma pergunta feita, respostas rápidas
Mais 3 palavras e um sorriso
Um sorriso e... 
Tchau, tenho que ir.

Acabou-se assim, 
Arrependida, mal amada, desejando.

domingo, 19 de fevereiro de 2012


Uma menina sapeca e mimada...
Um vizinho casado, errado e sexy
Uma janela virada pra janela
E a vontade de ir lá... Pra ver o que acontece
Pra saber se vai rolar.

Um conto íntimo.

Era surpreendente a maneira que se tocava
Pontas, dedos e beiços
Cruzavam em cada geografia de um espetáculo corporal
Arrancavam arrepios e sensações gozosas
Provocando sons clássicos e agradáveis a meus ouvidos.


Aquele seu comportamento
O modo que me olhava
Seu jeito único de abrir a boca, os braços e as pernas...
Seria um convite um tanto casual,
sensual, sério.
ERA UM CONVITE.


Havia um lençol, um chão.
Mais nada!
Mais nada havia de acontecer,
Além de tudo que se imaginara.
E eu a deixava...
Deixava que fosse, gritasse, fizesse e por fim acontecesse.
Ela fez, e fez que fez.


Observando os semblantes de agora
Percebi o corpo quem em um momento tive
Aquela alma que reinou e ainda vive
O cristal líquido que derramara.


Oh, que beleza que vejo!
Um corpo...
Deitado, cansado e ainda ardendo desejos.


                                                                                                                                   - Inacabado.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Desabafo

Talvez seja ignorante de minha parte
Ou quem sabe a insensatez de alguém que sente em silêncio
Nunca se sabe nem se fala
Apena sente-se e sofre!


A solidão passou em minha janela agora pouco
Aparentemente acompanha por seus devaneios
Instigava por aproximar-se de mais uma vítima
Acusando um estúpido enjoo das anteriores


Por qual motivo será?
Que a Primavera é Prima Vera e não Maria
Que pra ser feliz tem que se escutar "Eu te amo"
Ou se dizer... se saber!?


Onde estavam o beija flor e o colibri
Enquanto o marasmo de escuridão se aproximava
Ou quando a rejeição temerosa de quem vive pairava?


Realmente, que seja ignorância
Que seja arrogância, grosseria ...
Que simples que seja!
Não preciso sentir pra saber, nem saber pra falar!




 Era uma vez uma garota vazia e feliz... Simples!