quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Ela chega em casa depois daquela festa
Não terminara o que começara, nem nada acontecera.
Pega seu instrumento
E retira seu som pessoal.
Após uma série de águas derramadas e desperdiçadas
Cansada, deita-se no chão e adormece.

Era BELA!

Carta para um.

Era infeliz saber de tuas respostas ao tocar a minha mente maliciosa
Uma vez que nossos corpos extraíam prazer onde quer que queríamos
Era triste saber que os sublimes e imensos membros já não se tocavam
Se tocaram, não se tocariam.


Até aquele dia onde aquela festa particular, fora festa
Que os convidados não chegaram e a música era clássica
Que música linda, meu amor
Peço que não pare... Minhas sensações dependem dela
E de você.


Após aquele esbanjo verborrágico musical e orgástico
Posso dizer que nunca escutei tão bela e angustiante canção
Hoje acredito que haja um certo receio de tua parte
Certo que nesses momentos e companhias ninguém ama.


Só te peço um diminuto instante
Aquele em que deitas por cima de minhas vestes carnais
Que cantas para mim, como se fosse a última voz...
Repita-o
Nem que seja para alimentar minha dor.


Pensando bem, nunca houve festa
Nem vestes muito menos canção.
Desejos enclausurados em minhas entranhas
Gritam, latejam e me matam.
Apareça antes que seja tarde!


                                                                              ps: Não se demore, viu?

domingo, 18 de dezembro de 2011

A espera - PARTE 1

‎- Um riso, um choro,um gozo e várias lágrimas...
Alguém chora, ele ri... Alguém espera.
Uma ligação, várias chamadas e ninguém responde.
Por onde caminhas? Me toma.

Nosso gato na janela só olha pra esquina
Ele acha que tu vai chegar, meu rei...
Te espera e me chama, só clama... Me TOMA!

A mesa tá arrumada, o lençol esticado
A roupa tá lavada, a água tá quente, tá quente, tá quente.
Te esperando e não demora.
Me toma.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Glória''

Tarde tediosa
Noite duvidosa
Noite gloriosa
E Glória!?

E lá está ela
Sorrindo assim
Pele de cetim 
E o gato na janela

Ô Glória
Que glória
Que lindo é sentir teu hálito em minha vergonha
Que gostoso é comer-te os dedos dos pés
Que lindo, que glória, é ela...
É Glória!
                                                   
Esquece o gato e deixa a janela
Vem cá, Glorinha, vem cá 
Tem um tição pegando fogo e esquentando tua panela
Apaga menina, não deixa pegar

Me pega Glória
Eu pego Glória 
Se deixa...
Glória!

domingo, 20 de novembro de 2011

Alameda 225

Um gato na esquina
Uma alameda, uma placa e uma menina
Uma lua no céu ilumina
O poste quem ilumina.


O frio, o vazio e a menina
Almas gêmeas não gêmeas
E ele esperando-a na outra rua.


O sussurro, calafrio e gemido
Vazio preenchido com um rio
Mais sussurros, calafrios gemidos e agora tapas.
Sintomas extasiados de dor e prazer.


Palavras, mais sussurros...
Somem gemidos, 
SILÊNCIO
CANSAÇO 




Boa noite e volte sempre!

domingo, 6 de novembro de 2011

No metrô.


Ele gostava dela
Ela gostava de poesia
A música do metrô pairava no ar
O metrô seguia!

Hoje não, meu bem
Amanhã também... Quem sabe um dia!
Um dia é hoje, hoje é um dia.
Aquela menina seguia e ele puxava: Não vá!

Ele grita e aperta
- Menina me beija!
Menina, não beija, não sente não ama
Menina se vira e tenta ir.

Um puxão na mochila
Um aperto
Um grito...Tchau!
Mais um grito: SAI DAQUI!

Ela vai embora, ele fica.
Ele corre atrás, mas não dá!
Ela já está longe, e não ama.










segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sem título.

Sem palavras
100 palavras
Palavras. O vento.


Não vejo, nem ouço só cheiro
Não sinto não quero nem quero
SÓ QUERO.


Vem?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma caixa.

Uma caixa
Um homem
Um sapato 
Um gato...Uma agulha!

Era uma vez uma menina na janela
Era bela, era ela...Ela era!

Quando eu gritei eu senti
Eu vi, eu quis eu gritei e gritei porque quis!

O que é isso?
Isso o que?
São palavras em vão.

Sem sentido, sem vestido, desmentindo: PALAVRAS VAZIAS PARA INÍCIO!