Era infeliz saber de tuas respostas ao tocar a minha mente maliciosa Uma vez que nossos corpos extraíam prazer onde quer que queríamos Era triste saber que os sublimes e imensos membros já não se tocavam Se tocaram, não se tocariam.
Até aquele dia onde aquela festa particular, fora festa Que os convidados não chegaram e a música era clássica Que música linda, meu amor Peço que não pare... Minhas sensações dependem dela E de você.
Após aquele esbanjo verborrágico musical e orgástico Posso dizer que nunca escutei tão bela e angustiante canção Hoje acredito que haja um certo receio de tua parte Certo que nesses momentos e companhias ninguém ama.
Só te peço um diminuto instante Aquele em que deitas por cima de minhas vestes carnais Que cantas para mim, como se fosse a última voz... Repita-o Nem que seja para alimentar minha dor.
Pensando bem, nunca houve festa Nem vestes muito menos canção. Desejos enclausurados em minhas entranhas Gritam, latejam e me matam. Apareça antes que seja tarde!
- Um riso, um choro,um gozo e várias lágrimas...
Alguém chora, ele ri... Alguém espera.
Uma ligação, várias chamadas e ninguém responde.
Por onde caminhas? Me toma.
Nosso gato na janela só olha pra esquina
Ele acha que tu vai chegar, meu rei...
Te espera e me chama, só clama... Me TOMA!
A mesa tá arrumada, o lençol esticado
A roupa tá lavada, a água tá quente, tá quente, tá quente.
Te esperando e não demora.
Me toma.