domingo, 24 de junho de 2012

Saudade.

Eram amigos, parentes, conhecidos
alguns momentos vagos, tantos bons e inúmeros inesquecíveis
De nada  guardo, só o que passou.
Recordo-me  de cada lágrima, ruído e sorriso. Sem carinho.
Dos últimos abraços e pedidos de desculpas no último momento. Para enganar a dor.
Acabou, tudo preto, nada mais. ALÍVIO!


A saudade... Vadia, puta maldita!
Chega sem avisar, se instala e fica. Acha que fica!
Com sua péssima mania de causar pensamentos chorosos
Uma agonia instantânea...
Que sorte que é prostituta... Porque saudade dá e passa!


Não existem máquinas, feitiços, pó de magia.
Pra que lembrar-se do amigo que teve, da data que passou?
As luzes de todos os bailes já se apagaram, alguns já se foram.
Os perdões em vão e todo aquele léxico vocal... e as juras.
Passou.


Ainda não criaram o museu de recordações.
E que não criem!
Seria muita nostalgia, mágoa, gotas grandes de falsidade...
Tamanha inutilidade absoluta.
Saudade é falsa, é puta... Dá e passa!









quinta-feira, 7 de junho de 2012


- Não há tempo para pensar demasiadamente!
Minha cabeça dói e tudo que eu quero é me livrar dessa culpa.
Maldita companheira inimiga... sem sentimentos nem sentença, apena sigo!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Olha que bonitinho... É pra você!




Não que eu não seja, ou seja!
Eu vivo e sinto as coisas como se fossem todas belas e últimas.
Me permito devaneios bobos e vontades tolas. Não vivo vontades.
Falo o que penso e faço o que falo... Sem culpa, nem mágoa me delicio.
Sou feliz, e é pecado... Não me importo.
Apenas vivo sorrindo e mais assim, as vezes sofrendo, não me importo!

O medo e o Ser


Eles falam que ela não presta
Olham feio, de lado, cochicham
Pelas costas ouve vozes, sussurros e até risadas

Talvez não sejam tão interessantes
Essas vidas medíocres e vazias vizinhas
Ou quem sabe a inveja, amiga armada
Não se contenta com o que olha e vive,
Daí fala.

Ela é louca, tem um caso, usa drogas
É puta incubada e santa na rua
Olha como se veste e fala, como age.
É burra... Coitada!
Eles dizem.

E o subconsciente de quem fala, clama:
Olhou tua vida? E o que vê?
Vejo vazio, vejo mentira, vejo o querer de ser também.
Mas só quero e não sou daí falo e tento.
Mas não incomoda.

E Ela que escuta, continua a ser quem é
Balança os cabelos e fala, e faz e VIVE.
QUE VIDA!
E anda, grita e dá risada, repete...
Não se importa. É feliz e é blindada!