domingo, 25 de novembro de 2012

Carta pra mim!





Linda!

Olha só esse rosto desenhado, pele de pêssego... Para que tanto sorriso distribuído e toda essa simpatia despejada?
Não creio que sejam intenções de falsos contatos, pois deles você não precisa.
Pra ser sincera, não te reconheço! Não reconheço, conheço e nem me reconheço aqui, nessa situação, desse modo, largada, triste...
Para um pouco... Tudo!
Abre essa janela, se vira, respira um pouco... para com todas essas coisas e chega de ser assim.
Chorar pra que?
Viva pra si!


00:00, Quinta feira, 22/11/12

domingo, 4 de novembro de 2012

Amargura

Ele falou que a queria tanto.
Que tanto falou, apaixonaram-se pelas palavras, apenas.
Velhas sábias enganadoras, acompanhadas pelo momento
Este, filho mais novo e travesso do tempo
Que por sinal também resolveu aparecer.

Nessa louca passagem de gestos,afagos e afeto...
Achou-se por acabar que sabia que sentia, então falou!
Não sabias que o momento, filho do tempo, mais uma peça acabara de lhe pregar.
Iludiu a coitada... Que antiga ferida e mágoa guardava, que sentia medo de amar.
Entregou-se sem pensar!

Que lindo que és... Maravilha voluptuosa!
Sonhavam que viviam nos campos floridos da Holanda
Sentiam cheiro de café com chocolate e pimenta
Perdiam-se em nuvens celestes feito pássaros virgens
Mas não sabiam... ou ele sabia e ela achava.

Uma bela manhã, após uma série de elogios carnais
O café queimou, o leite derramou, a flor ficou murcha...
Ainda não se sabe como aconteceu, mas ele a abandonou e ela chorou.
O momento já não se fez mais presente
As palavras já não eram apaixonantes.
E o tempo foi o único que permaneceu... e o único que dirá.

Que venha a sorte!