Era surpreendente a maneira que se tocava Pontas, dedos e beiços Cruzavam em cada geografia de um espetáculo corporal Arrancavam arrepios e sensações gozosas Provocando sons clássicos e agradáveis a meus ouvidos.
Aquele seu comportamento O modo que me olhava Seu jeito único de abrir a boca, os braços e as pernas... Seria um convite um tanto casual, sensual, sério. ERA UM CONVITE.
Havia um lençol, um chão. Mais nada! Mais nada havia de acontecer, Além de tudo que se imaginara. E eu a deixava... Deixava que fosse, gritasse, fizesse e por fim acontecesse. Ela fez, e fez que fez.
Observando os semblantes de agora Percebi o corpo quem em um momento tive Aquela alma que reinou e ainda vive O cristal líquido que derramara.
Oh, que beleza que vejo! Um corpo... Deitado, cansado e ainda ardendo desejos.