quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Carta para um.

Era infeliz saber de tuas respostas ao tocar a minha mente maliciosa
Uma vez que nossos corpos extraíam prazer onde quer que queríamos
Era triste saber que os sublimes e imensos membros já não se tocavam
Se tocaram, não se tocariam.


Até aquele dia onde aquela festa particular, fora festa
Que os convidados não chegaram e a música era clássica
Que música linda, meu amor
Peço que não pare... Minhas sensações dependem dela
E de você.


Após aquele esbanjo verborrágico musical e orgástico
Posso dizer que nunca escutei tão bela e angustiante canção
Hoje acredito que haja um certo receio de tua parte
Certo que nesses momentos e companhias ninguém ama.


Só te peço um diminuto instante
Aquele em que deitas por cima de minhas vestes carnais
Que cantas para mim, como se fosse a última voz...
Repita-o
Nem que seja para alimentar minha dor.


Pensando bem, nunca houve festa
Nem vestes muito menos canção.
Desejos enclausurados em minhas entranhas
Gritam, latejam e me matam.
Apareça antes que seja tarde!


                                                                              ps: Não se demore, viu?

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