domingo, 19 de fevereiro de 2012

Um conto íntimo.

Era surpreendente a maneira que se tocava
Pontas, dedos e beiços
Cruzavam em cada geografia de um espetáculo corporal
Arrancavam arrepios e sensações gozosas
Provocando sons clássicos e agradáveis a meus ouvidos.


Aquele seu comportamento
O modo que me olhava
Seu jeito único de abrir a boca, os braços e as pernas...
Seria um convite um tanto casual,
sensual, sério.
ERA UM CONVITE.


Havia um lençol, um chão.
Mais nada!
Mais nada havia de acontecer,
Além de tudo que se imaginara.
E eu a deixava...
Deixava que fosse, gritasse, fizesse e por fim acontecesse.
Ela fez, e fez que fez.


Observando os semblantes de agora
Percebi o corpo quem em um momento tive
Aquela alma que reinou e ainda vive
O cristal líquido que derramara.


Oh, que beleza que vejo!
Um corpo...
Deitado, cansado e ainda ardendo desejos.


                                                                                                                                   - Inacabado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário