Eram amigos, parentes, conhecidos
alguns momentos vagos, tantos bons e inúmeros inesquecíveis
De nada guardo, só o que passou.
Recordo-me de cada lágrima, ruído e sorriso. Sem carinho.
Dos últimos abraços e pedidos de desculpas no último momento. Para enganar a dor.
Acabou, tudo preto, nada mais. ALÍVIO!
A saudade... Vadia, puta maldita!
Chega sem avisar, se instala e fica. Acha que fica!
Com sua péssima mania de causar pensamentos chorosos
Uma agonia instantânea...
Que sorte que é prostituta... Porque saudade dá e passa!
Não existem máquinas, feitiços, pó de magia.
Pra que lembrar-se do amigo que teve, da data que passou?
As luzes de todos os bailes já se apagaram, alguns já se foram.
Os perdões em vão e todo aquele léxico vocal... e as juras.
Passou.
Ainda não criaram o museu de recordações.
E que não criem!
Seria muita nostalgia, mágoa, gotas grandes de falsidade...
Tamanha inutilidade absoluta.
Saudade é falsa, é puta... Dá e passa!
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